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damas



Domingo, 17.07.05

O que eu descobri - 2

Por Ruaz Ramos
Já lá vão mais de vinte anos!
Mudei de casa e fui viver para os lados da Pontinha, às portas de Lisboa.
Sempre havia morado no centro da capital e conhecia todos os recantos onde se jogava às Damas. Onde se jogava bem, muito bem, nem por isso e onde apenas se empurravam as pedras...
Apanhado nesta mudança, e porque levo sempre algum tempo a adaptar-me a novos percursos e ambientes, senti-me desorientado quanto aos locais onde poderia matar o vício... Onde se jogaria às Damas por aquelas bandas?
Na esperança de que o ditado “quem tem boca vai a Roma” tivesse algum fundamento, comecei a perguntar de porta em porta e lá fui dar a uma tasca obscura, com entrada através de um corredor de alvenaria que desembocava numa sala sombria, frente a um balcão de pedra onde o taberneiro alternava o atendimento dos clientes do copo de vinho com os que se atreviam a desafiá-lo a um joguinho de Damas. “Eu já os avio...” dizia; e lá ia ganhando a quase todos. A minha entrada constituiu surpresa pois ninguém me conhecia e após dizer ao que ia lá me obrigaram a enfrentar os mais competentes. Como no cômputo geral eu tinha levado vantagem, um dos jogadores mais fracos colocou no Tabuleiro uma posição de Final de jogo e desafiou-me a mostrar o que valia sobre Finais.
Estava no meu terreno pois sempre apreciei a fase final do jogo.
Olhei para o Tabuleiro e pareceu-me impossível ganhar aquilo...
Entretanto o meu examinador ia dizendo: “Isto é dum autor russo mas nem sei se está bem posta a posição...”.
Estava tudo explicado. O homem era fraco jogador e nem fazia ideia de como era a posição... Desisti para não perder tempo com coisas furadas. Mas, por delicadeza fui-lhe pedindo que tentasse ele a solução...
E não é que me mostrou mesmo como se ganhava o Final que considero dos melhores que conheço?!
descobri2.jpg
Jogam as Brancas e Ganham
 
Não o vamos deixar na dúvida por muito tempo pelo que apresentaremos a resposta no próximo artigo desta rubrica, para que tenha a oportunidade de, antes de a conhecer, tentar formular a SUA conclusão.
 
Nota de Lusodama: É também dos finais que mais admiramos, pois se não dermos o enunciado JBG poucos são aqueles que apostam na vitória das Brancas. Aproveitamos para referir o autor e a publicação: segundo o Tratado de Damas Clássicas de Sena Carneiro, página 503, o final é de V. Kotchur, saiu em Chachki Nº 6 no ano de 1962. Uma dúvida natural surgirá em alguns leitores do blog: Se na Rússia não jogam Damas Clássicas, por que há problemas de autores russos? A resposta é simples, se um problema não usa as leis onde há diferenças entre as damas que eles jogam e as clássicas, o problema é válido em qualquer dessas modalidades de damas.
 
Solução d’ “O que eu descobri – 1”:
12-15,
- se 06x20; 07-11, 20x18; 14x30 GB
- se 06x17; 05-10, 17x19; 14x30 GB

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por lusodama às 01:26


1 comentário

De Ricardo Leão a 18.07.2005 às 10:45

1.B(04-08)P(12-07) 2.B(05-14)P(07-03)
3.B(01-10)P(03x13) 4.B(14-19)P(29x15), ganham brancas. Esta é uma das soluções. Como é óbvio terá de ser feito logo um ataque ao peão em 12 porque as pretas n têm lance para além de darem 2 peões ou então (o melhor lance) avançar o peão para 7, em seguida com a dama do rio novo ataque ao peão (agora em 7), garantindo assim a paralela (caso as pretas entrem com o peão na paralela encosta-se a dama branca na paralela e bloqueam-se as damas pretas nas paralelas e ganham brancas).

Saudações Leoninas
RL

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